Você já tentou fazer uma dieta para perder peso e trocou tudo que consumia com açúcar por alimentos diet? Isso é o mesmo que pacientes diagnosticados com diabetes fazem. De fato, a população hoje em dia, está consumindo uma quantidade muito maior de açúcares do que antigamente. Há quem diga até 400x mais. Esse consumo exacerbado de alimentos pode levar ao aumento de peso. 

Na tentativa de perder peso sem deixar de consumir alimentos doces muita gente recorre aos adoçantes. Mas será que esse hábito é realmente saudável? Na verdade, como veremos nesse artigo, os adoçantes sintéticos apresentam diversos riscos à saúde. Você aprenderá mais sobre os perigos dessas substâncias e como escolher o melhor adoçante para perder peso de maneira saudável.

De onde veio o adoçante?

Quem pensa que adoçantes são algo da modernidade está completamente enganado. A sacarina, por exemplo, foi inventada no ano de 1879. A partir daí surgiram os vários adoçantes que temos hoje no mercado. Existem diversos adoçantes de origem sintética, como:

  • Sacarina;
  • Ciclamato;
  • Aspartame;
  • Neotame;
  • Acessulfame-K.

O poder de adoçar os alimentos é surpreendente sendo que a sacarina adoça até 500x mais do que o açúcar comum. Podemos chegar até o neotame que adoça cerca de 8.000x mais do que o açúcar, sendo este considerado o produto químico mais doce do mundo.

Adoçantes naturais

Existem também os adoçantes naturais, que são produzidos pela própria natureza. São eles:

  • Taumatina;
  • Steovídeo;
  • Sorbitol;
  • Manitol;
  • Eritritol;
  • Xilitol.

Eles atuam da mesma maneira que os adoçantes químicos com capacidade de adoçar muito maior do que o açúcar. A taumatina, por exemplo, é o alimento natural mais doce do mundo podendo adoçar até 2.000x mais do que o açúcar branco.

Em relação a utilização, os adoçantes sintéticos são muito mais consumidos do que os naturais. Isso acontece porque existe grande oferta desses produtos nos mercados e o público não é informado sobre seus malefícios à saúde. Na verdade, as pessoas sabem tão pouco sobre eles que começam a consumi-los quando estão em busca de modos de vida mais saudáveis. A perda de peso está entre um dos motivos que faz alguém começar a consumir adoçantes. Os próprios profissionais da saúde indicam o uso desses produtos. Para melhorar os resultados, é essencial escolher o melhor adoçante.

Efeitos do adoçante no corpo

Muito se estudou, e têm estudado, sobre os efeitos dos adoçantes no corpo humano e há várias controvérsias sobre esses produtos e qual seria o melhor adoçante. Um exemplo disso é que em 1958 a sacarina e o ciclamato receberam o selo GRAS – Genereally Recognized as Safe (reconhecido como seguro) nos Estados Unidos. Porém, 11 anos depois eles foram banidos e não são mais comercializados naquele país. Aqui no Brasil ainda são comercializados adoçantes com ciclamato de sódio na composição.

Se analisarmos a composição química do aspartame, nos deparamos com:

Éster-metil + aspartato + fenilalanina

O Éster-metil é precursor do formaldeído que no fígado é transformado em formol. Já o aspartato é neurotóxico, o mesmo caso da fenilalanina para quem é fenilcetonúrico. Os efeitos do consumo constante do aspartame variam entre efeitos no cérebro (mal de alzheimer, lesão cerebral, déficit de QI) até o aumento das chances de cânceres.

A sucralose é a união de dois monossacarídeos que existem naturalmente, a frutose + galactose. Porém, ela é um adoçante sintético porque essa união dos monossacarídeos não ocorre naturalmente. É necessário um processo químico para unir essas moléculas. Ocorre ainda a substituição química de uma hidroxila por cloro, extremamente nocivo à saúde. O cloro possui um efeito carcinogênico e corrobora para o hipertireoidismo.

Por fim, depois de muitos estudos relatarem os efeitos maléficos do aspartame, surgiu o neotame. Considerado o produto químico mais doce do mundo, o neotame é a modificação química do aspartame + neohezyl. Ainda não se tem os efeitos desse produto, mas devemos lembrar que a base dele é o aspartame.

Adoçantes para emagrecimento

Além de tudo isso, o uso dos adoçantes estimula o consumo de alimentos doces, ou seja, aumenta a vontade de comer. Isso acontece porque toda vez que comemos um alimento doce ocorre a liberação de glicose no sangue. Ao consumir um alimento adoçado com adoçantes químicos a glicose não irá aumentar e o corpo ficará pedindo por ela. Outro fator importante, é que os adoçantes interferem no hormônio leptina. Esse hormônio é responsável pela geração de sensação de saciedade, o que leva a pessoa a comer mais.

E agora o que fazer? Devemos ficar atentos para evitar a utilização dos adoçantes químicos, bem como os alimentos que são produzidos com eles. A oferta de alimentos doces e “saudáveis” vem aumentando a cada dia. Os adoçantes são utilizados nos mais diversos alimentos como:

  • Refrigerantes;
  • Chocolates;
  • Iogurtes;
  • Geleias;
  • Confeitos;
  • Produtos de confeitaria;
  • Bolachas;
  • Outros.

Para isso é necessário e importante conhecer os difíceis nomes dos adoçantes, e ler os rótulos dos alimentos.

Como escolher o melhor adoçante

Buscar opções realmente saudáveis e incluir na alimentação os adoçantes naturais é uma excelente opção. Dentre eles, apenas o manitol deve ser consumido em quantidade controlada porque pode causar efeito laxativo. Hoje se indica muito a utilização da taumatina e estévia, bem como o eritritol e o xilitol. Como eles têm a capacidade de adoçar muito mais do que o açúcar, utiliza-se pouca quantidade para atingir o sabor doce.

O benefício da utilização dos adoçantes naturais se dá devido ao fato deles estarem naturalmente presentes na natureza. Sua digestão ocorre seguindo o metabolismo natural. Por exemplo, a taumatina é uma proteína vegetal de origem africana, e seu processo de digestão ocorre como outras proteínas vegetais. Sendo assim, pode ser consumida por gestantes, crianças, adultos e diabéticos sem causar danos à saúde.

Outra forma é utilizar os vários tipos de açúcar, porém de maneira moderada. Dentre as melhores opções estão:

  • Açúcar de coco;
  • Açúcar mascavo;
  • Açúcar demerara.

Vale ressaltar que a quantidade utilizada pode mudar de pessoa para pessoa. O acompanhamento com o profissional nutricionista é indicado para esclarecer qual melhor adoçante para o seu objetivo. Preciso ressaltar que para uma alimentação saudável devemos aprender a saborear os alimentos com seu sabor natural. Não existe melhor adoçante que o próprio sabor do alimento! Sendo assim, que tal começar aprendendo a saborear o amargo do café?

Nutricionista CRN10 1384 – Formada pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e pós graduada em Nutrição Clínica (UGF) e Marketing pela Universidade Federal do Paraná. Há mais de 10 anos desenvolve um trabalho com foco em emagrecimento, reeducação alimentar e saúde.